A Câmara de Itapeva entra na fase decisiva de um dos processos políticos mais sensíveis dos últimos tempos.

A comissão processante responsável por apurar denúncias contra a prefeita Adriana Duch Machado concluiu os trabalhos e marcou para esta quarta-feira (22) a sessão que vai definir o futuro do mandato.
O julgamento será realizado no plenário e cabe aos vereadores decidir entre a absolvição ou a cassação. A votação começa às 17h e será aberta ao público.
A investigação teve início no dia 2 de fevereiro, após aprovação em plenário. Desde então, a comissão realizou uma série de diligências, incluindo 16 reuniões, divididas entre encontros ordinários e extraordinários, além de 13 oitivas.
Entre os depoimentos colhidos está o da própria prefeita. Também foram analisados documentos apresentados pela defesa e outros solicitados ao longo do processo.
De acordo com a Câmara, os advogados tiveram acesso completo a todas as etapas.
O relatório final foi elaborado pelo relator Marinho Nishiyama, que descartou parte das acusações, mas apontou a existência de irregularidades que, na avaliação dele, justificam a cassação do mandato.
O posicionamento foi acompanhado pela vereadora Val Santos.
Já o presidente da comissão, Júlio Ataíde, apresentou voto contrário. Para ele, não há provas suficientes que sustentem a perda do mandato, defendendo o arquivamento da denúncia.
As acusações têm como base possíveis infrações político-administrativas previstas no Decreto-Lei 201/67. Ao todo, seis pontos foram analisados. No parecer final, quatro deles foram considerados procedentes, envolvendo questões como descumprimento orçamentário, atos considerados contrários à lei, omissão na defesa de interesses do município e conduta incompatível com o cargo.
Os demais itens foram rejeitados pela comissão. No voto divergente, todas as acusações foram consideradas improcedentes.
Durante a sessão, cada uma das infrações será votada separadamente. Para que haja cassação, é necessário o apoio de dois terços dos vereadores, o que representa 10 votos. Caso esse número não seja atingido em nenhuma das votações, a prefeita permanece no cargo.
A expectativa é de plenário cheio e forte repercussão política na cidade
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